Eis a resposta à pergunta “Como definirias a inteligência artificial num título curto e conciso para um artigo sobre o potencial da mesma?”
Três coisas, três, saltam neste momento:
1 – a humildade da própria inteligência artificial sobre si mesma – “O” potencial transformador. Não “Um”, mas “O”;
2 – a convicção do “artista” – as respostas a qualquer “prompt” são sempre definitivas, convictas, absolutas!
Não há cá dúvidas nesta inteligência.
Dúvidas são tretas de humanos. “Mariquinhas, sempre com hesitações.”
Na AI tudo é certo, convicto, impoluto.
Daí que seja fundamental nas empresas, nas novas tendências dos negócios e da comunicação, e na tua vida.
Quem não usa a AI está fora, é careta, bota de elástico.
É excluído.
Quem usa, … bem, quem usa afinal também pode ser excluído.
Basta ver o que aconteceu com uma das maiores agências de promoção de filmes em Hollywood e com a história da promoção do novo filme Megapolis, de Francis Ford Coppola.
Como é óbvio usou-se a AI para criar a campanha.
E a AI gerou um conjunto de “citações negativas” de críticos de cinema sobre os filmes anteriores do realizador, para dizer que o génio é incompreendido.
O problema, é que nenhum dos críticos “citados” tinha alguma vez escrito, dito ou, até mesmo, pensado no que lhes foi atribuído.
E a malta que usou a AI foi excluída, claro.
É o chamado pau-de-dois-bicos.
Por último, 3 – falar de AI é falar de aspas
“Inteligência”, “ideias”, “respostas”…
Um “martelo”, que nas mãos dum Michelangelo pode dar um David, ou um assassinato em massa, nas mãos doutro, na Baia de Cascais.
Mais aqui: https://www.euronews.com/culture/2024/08/26/marketing-consultant-fired-over-controversial-megalopolis-trailer

